Nove colombianos foram presos na Operação Bogotá, da Polícia Civil, realizada nesta quarta-feira (29) em várias cidades do estado de São Paulo. Os detidos fazem parte de uma quadrilha que realizava empréstimos com juros abusivos, inclusive para traficantes, e são acusados de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e financiamento ao tráfico de drogas. A operação, coordenada pela Delegacia Seccional de Registro, no Vale do Ribeira, abrangeu cidades como Santos, Guarujá, Praia Grande, Peruíbe, Registro, Campinas e Itapeva.
A ação teve início por volta das 2h15, com equipes se deslocando para as diferentes localidades. De acordo com a Polícia Civil, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão domiciliar. O delegado Marcelo Freitas, responsável pelo caso, informou que ao todo 10 pessoas foram presas, sendo nove colombianos. Durante a operação, a polícia apreendeu entre 10 e 12 veículos, motocicletas, documentos e dinheiro.
O grupo é suspeito de operar um esquema de empréstimos ilegais, cobrando juros diários e, em alguns casos, utilizando ameaças ou violência contra aqueles que não conseguiam pagar. A investigação revelou que os criminosos tinham vínculos com traficantes, o que reforça a conexão com o crime organizado. “Já apuramos que também estão emprestando dinheiro para traficantes de drogas, financiando o tráfico”, afirmou o delegado Freitas.
Segundo ele, a organização movimentou mais de R$ 100 milhões em um curto período. O nome “Bogotá” foi escolhido devido à ligação da quadrilha com a Colômbia, país de origem da maioria dos envolvidos. Embora a operação tenha ocorrido em várias regiões, Freitas destacou que o grupo atuava mais intensamente no Vale do Ribeira e na Baixada Santista. “Prendemos os que atuam mais intensivamente aqui. Mas já verificamos que têm relação com grupos de outras regiões também”, completou.
Todos os presos estão sendo levados para a Delegacia Seccional de Registro, onde o inquérito foi instaurado. O delegado ressaltou que esta é apenas uma fase da investigação, que começou há alguns meses e deve continuar. “É uma investigação complexa. Avançamos bastante, mas ainda temos muito trabalho pela frente. A primeira etapa deve terminar até o fim do dia”, concluiu.
