Estudante da UEM desenvolve IA para diagnóstico rápido e acessível de malária e doença de Chagas
Um estudante do terceiro ano de Ciência da Computação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Nuno Abílio, criou um programa de inteligência artificial (IA) capaz de auxiliar no diagnóstico de doenças como malária e doença de Chagas. Batizado de Tecnoblade, o projeto utiliza o modelo de IA Yolo para identificar patógenos em amostras de imagens biológicas microscópicas em poucos minutos, prometendo diagnósticos mais rápidos, baratos e acessíveis, especialmente em comunidades isoladas.
Diagnóstico Acessível e Rápido
Segundo Nuno, o Tecnoblade processa imagens de tecidos coletados de pacientes, mapeando a presença de patógenos. O resultado digital é então disponibilizado ao médico responsável, agilizando o processo diagnóstico e reduzindo a necessidade de insumos. A ferramenta não substitui o diagnóstico médico, mas oferece um suporte valioso para acelerar o início do tratamento, principalmente em regiões com poucos recursos.
“Às vezes é muito difícil você levar insumo para uma comunidade para poder fazer todos os testes biológicos. Aí pensamos em como a gente poderia automatizar isso com uma tecnologia”, explicou o estudante.
Metas do Projeto
O objetivo do projeto é reduzir em 70% o tempo de diagnóstico e gerar uma economia de 40% nos custos do sistema de saúde, contribuindo para mitigar a subnotificação dessas doenças no país. Nuno Abílio enfatiza que a ferramenta não visa substituir o trabalho dos profissionais de saúde, mas sim otimizar o processo e torná-lo mais acessível.
Origem e Orientação
A ideia do Tecnoblade surgiu a partir de um projeto de Iniciação Científica em parceria com o professor Yandre Costa, do departamento de informática da UEM. Yandre destacou a dedicação e o desempenho de Nuno, que o motivaram a integrá-lo à equipe de pesquisa. O projeto se insere em um contexto de colaboração com laboratórios que trabalham com amostras de imagens microscópicas biológicas, aplicando técnicas de processamento de imagem e inteligência artificial para solucionar desafios do cotidiano laboratorial.
Reconhecimento e Premiação
O projeto de Nuno foi o vencedor da primeira edição do Hackathon pela Saúde, promovido por uma empresa de tecnologia médica em parceria com a Enactus Brasil. A premiação, no valor de R$ 4 mil, será entregue durante o Evento Nacional da Enactus Brasil (ENEB), em Belém, no Pará. A participação no Hackathon foi possível graças ao envolvimento de Nuno em um projeto de extensão da UEM ligado à Enactus, em parceria com um estudante da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
