O deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, convocou uma reunião extraordinária para a próxima terça-feira, 22, com o objetivo de deliberar uma moção de apoio a Jair Bolsonaro. A convocação ocorre em meio a uma recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou que o ex-presidente utilize tornozeleiras eletrônicas e outras medidas cautelares.
A iniciativa de Bilynskyj contrasta com a posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que rejeitou um pedido da oposição para encerrar o recesso parlamentar. Alcolumbre afirmou que as comissões só retomarão os trabalhos na primeira semana de agosto.
Embora formalmente Bilynskyj tenha o direito de convocar a comissão, uma vez que o Congresso ainda não votou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que marcaria o início da pausa no Parlamento, os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, estabeleceram um acordo para um “recesso branco”. Isso significa que, apesar da convocação, as decisões do colegiado podem não ter validade prática. As possíveis deliberações da Comissão de Segurança Pública podem enfrentar obstáculos para prosperar.
