Rajadas de vento de 111 km/h causam estragos e interrupções em travessias no litoral paulista.

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As rajadas de vento de 111 km/h atingiram as cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, nesta segunda-feira (28), e provocaram estragos. Houve quedas de árvores e paralisação na travessia de balsas. Em Santos, um portão que se desprendeu de uma garagem chegou a atingir um ônibus.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja de perigo sobre a ventania no litoral paulista, válido até 12h desta segunda-feira (28). A Defesa Civil do Estado de São Paulo também alertou sobre as rajadas de ventos fortes, que podem ser acompanhadas de pancadas isoladas de chuva.

Segundo o órgão estadual, ainda há previsão de ressaca marítima, com ondas que podem atingir até 3 metros de altura.

Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) afirmou que as travessias de balsas Guarujá-Santos e Vicente de Carvalho-Santos foram temporariamente interrompidas durante a madrugada, mas voltaram a operar normalmente após aproximadamente uma hora. Enquanto isso, a travessia Guarujá-Bertioga foi interrompida por volta das 5h50 e permanece suspensa. Segundo a Semil, a operação voltará a funcionar quando as condições climáticas estiverem dentro dos parâmetros de segurança para navegação.

De acordo com a Prefeitura de Santos, a maior rajada de vento na cidade, de 111,5 km/h, foi registrada por volta de 2h30 na estação meteorológica da Praticagem, no bairro Ponta da Praia. A equipe da Defesa Civil atendeu uma queda de galho na rede elétrica no bairro Bom Retiro. Ao g1, uma passageira da linha 921 de ônibus intermunicipal informou que o veículo foi atingido por um portão, que se desprendeu de um imóvel na Avenida Pinheiro Machado, no canal 1.

“O barulho foi muito forte, parecia até que um carro havia batido na traseira do ônibus. A maioria dos passageiros se levantou para ver o que tinha acontecido, e o motorista desceu imediatamente para verificar”, afirmou Iris Aguiar da Silva. A mulher, que mora em Praia Grande, estava indo ao trabalho em Santos quando foi surpreendida pelo portão automático da garagem do prédio, que voou e atingiu a traseira do ônibus. “Graças a Deus, ninguém se feriu”, disse.

Questionada, a prefeitura e a empresa responsável pelo coletivo não se manifestaram sobre o caso até a publicação desta reportagem.

Um morador do bairro Caiçara registrou uma queda de árvore na Rua São José. A Prefeitura de Praia Grande informou que a Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) e técnicos da Defesa Civil estão com equipes espalhadas em diversos pontos, realizando atendimentos de zeladoria urbana, limpezas e remoções de galhos e árvores que apresentaram quedas. A Secretaria de Trânsito (Setran) e Guarda Civil Municipal (GCM) também estão prestando apoio.

A Prefeitura de Mongaguá informou que as rajadas de vento chegaram a 111 km/h, com média de 70 km/h. Houve queda de uma árvore, o tombamento de um poste de energia na Avenida Dudu Samba e danos em estruturas do Festão, como tendas externas desmontadas, tapumes metálicos tombados e objetos leves arremessados pelo vento. Ainda segundo a prefeitura, a estrutura principal do Festão não sofreu danos, mas os quiosqueiros devem aguardar liberação de vistoria técnica dos bombeiros e engenheiros antes de irem ao local. De acordo com a administração municipal, também foram registrados danos na rede elétrica secundária na região central de Mongaguá. Desta forma, equipes da Defesa Civil seguem em campo, realizando monitoramento constante.

Em nota, a Prefeitura de Cubatão informou que a Defesa Civil não foi acionada, mas os técnicos da equipe estão nas ruas para checar a possibilidade de uma ocorrência no Píer do Casqueiro.

A Defesa Civil Estadual informou que há risco para queda de árvores, destelhamentos e danos em estruturas. Por isso, a população deve evitar estacionar veículos próximo a postes ou árvores e se abrigar debaixo de estruturas metálicas frágeis, como tendas ou coberturas improvisadas. Além disso, a orientação é retirar objetos soltos de áreas externas, como vasos, bicicletas, lonas e móveis de jardim, além de reforçar telhados, janelas e portas com travas e trancas, se possível. A Defesa Civil também afirmou que é importante manter distância de fiações elétricas caídas. Para a ressaca, a recomendação é atenção redobrada em áreas costeiras, especialmente para embarcações de pequeno porte, pescadores, praticantes de esportes aquáticos e frequentadores de praias. Em caso de emergência, o ideal é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).

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