Não inclua informações sobre a defesa do responsável pela página.
O desejo de experimentar o ‘morango do amor’ foi transformado em frustração para uma moradora de Santos, no litoral de São Paulo. A mulher, de 56 anos, fez um pagamento via Pix para uma suposta doceria que apareceu em uma rede social. Ela acreditava ter comprado três unidades do doce ‘viral’, mas não imaginava que se tratava de um golpe e os produtos nunca chegariam.
Segundo o filho da vítima, arquiteto Thiago Romero, de 27 anos, tudo começou quando a mãe viu um conteúdo patrocinado sobre o doce por meio do Instagram. Um ‘morango do amor’ costuma ser vendido por aproximadamente R$ 20,00, mas este perfil prometia três unidades por esse preço.
“O valor é muito chamativo, então acho que isso faz as pessoas ficarem encantadas”, explicou Thiago. Ele acrescentou que a mãe não desconfiou de golpe porque a suposta doceria tinha mais de 80 mil seguidores.
Por meio de nota, a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, afirmou que ações que tenham como objetivo enganar, fraudar ou explorar terceiros não são permitidas nas plataformas. “Estamos sempre aprimorando a nossa tecnologia para combater atividades suspeitas”, destacou a empresa.
Ainda de acordo com Thiago, a mãe fez o pedido de R$ 19,99 por volta das 18h de sábado (26) e a única opção era o pagamento via Pix. O site da suposta doceria não aceitava cartão de crédito.
Duas horas depois de fazer o pedido, a mulher relatou para o filho sobre a demora para os doces chegarem. Foi neste momento que o arquiteto entrou no perfil e confirmou que a mãe havia caído em um golpe.
Apesar do suposto estabelecimento publicar que faz doces desde 2019, Thiago percebeu que o perfil havia sido criado há menos de uma semana e os comentários nas publicações estavam desativados. O arquiteto também reparou que a doceria dizia ter mais de 68 filiais, mas era possível selecionar qualquer cidade do Brasil na hora da compra.
“Para ela, foi uma completa frustração. Imagina você estar com uma vontade aguada de comer aquele doce e aí chega no momento ele não aparece, não chega. Foi triste”, contou Thiago. “Eu fiquei com tanta pena que eu pedi […] um ‘morango do amor’ para ela comer. Ela amou e ficou bem feliz”.
O arquiteto contou que tem entrado constantemente no perfil e viu que as publicações marcadas são relatos de outras dezenas de pessoas que caíram no mesmo golpe. “Acabei de cair no golpe desse delivery. Fiquei desconfiada, mas caí no golpe. Confirmei quando vi que não tinha como rastrear o pedido”, afirmou uma internauta. Outra vítima comentou: “Vamos todos denunciar esses pilantras”.
Thiago afirmou que a mãe não é uma pessoa de idade e entende do meio digital. “Então, se ela tomou um golpe de uma maneira tão fácil, outras pessoas vão tomar também”. Ele não pensa em registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, pois se tranquilizou por não ter os dados do cartão dela. “Então, é só o valor do Pix mesmo […]. Querendo ou não, foi um valor baixo. Não é um valor significante que vai mudar as nossas vidas hoje”.
Ainda por meio de nota, a Meta recomendou que as pessoas denunciem quaisquer conteúdos que acreditem ir contra os Padrões da Comunidade do Facebook, das Diretrizes da Comunidade do Instagram e os Padrões de Publicidade da Meta através dos próprios aplicativos.

