O presidente Lula (PT) evitou comentar sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) durante a apresentação dos trabalhos do Conselhão, realizada nesta terça-feira (5). Lula enfatizou que sua prioridade era discutir o Brasil e trazer boas notícias. “Hoje é um dia de dar boas notícias. Vim comprometido a não falar muito da taxação, mas tenho que falar porque também, se eu não falar, vocês vão dizer ‘por que Lula não falou? medo do Trump?’. Também não quero falar do que aconteceu com aquele outro cidadão, que tentou dar o golpe…quero falar é do país”, declarou.
A prisão domiciliar de Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na segunda-feira (4), em decorrência do descumprimento de medidas restritivas impostas anteriormente. O ex-presidente estava proibido de sair de casa a partir das 19h, usar redes sociais e estava sob monitoramento com tornozeleira eletrônica. Agora, Moraes ampliou as restrições, proibindo visitas a Bolsonaro, exceto de advogados e pessoas autorizadas, e vetou o uso de celulares.
A decisão do ministro foi influenciada por uma publicação do filho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, e por uma ligação entre o ex-presidente e o deputado federal Nikolas Ferreira, além da participação de Bolsonaro em manifestações a favor dele. A defesa do ex-presidente nega as acusações e planeja recorrer da decisão.
Durante a 5ª reunião plenária do CDESS (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), Lula deu posse a novos conselheiros, incluindo a atriz Dira Paes, o ex-jogador Raí, a ativista Txai Suruí, a historiadora Heloísa Starling e a empresária Monique Evelle. Os novos mandatos têm duração de dois anos e visam assessorar o presidente nas decisões do Executivo.
Na parte da tarde, estão programados debates sobre desenvolvimento econômico, social e sustentável, com a participação de ministros e da primeira-dama, Janja, que comandará uma mesa sobre a COP30. O Conselhão, que existiu entre 2003 e 2018, foi extinto durante o governo de Jair Bolsonaro e teve um papel importante na elaboração de programas como Acredita Exportação e Política Nacional da Primeira Infância.

