A investigação revelou que o maior roubo da história do mercado de criptomoedas ocorreu há cinco anos, mas só foi revelado agora. A empresa Arkham Intel compartilhou que mais de US$ 14 bilhões em criptomoedas foram roubados em dezembro de 2020, com a empresa vítima da ação mantendo tudo em segredo até agora.
O alvo foi a LuBian, uma empresa chinesa que reúne diversos mineradores de criptomoedas e possui instalações na China e no Irã. A organização nunca fez declarações públicas sobre o caso, e os criminosos também não assumiram a autoria, ao contrário de outros ataques no setor.
A Arkham conseguiu, por meio da tecnologia blockchain, identificar as criptomoedas roubadas e o caminho que percorreram. No total, foram identificadas 127.426 unidades de bitcoin que teriam sido roubadas, o que na época valia US$ 3,5 bilhões.
Esse montante já seria suficiente para classificar a ação como o maior roubo da história do mercado cripto, mas hoje os ativos valem ainda mais: US$ 14,5 bilhões. Na época do roubo, a LuBian era uma das maiores redes de mineração de bitcoin do mundo, concentrando 6% de todo o poder computacional do blockchain.
De acordo com a Arkham, mais de 90% dos bitcoins da LuBian foram roubados pela primeira vez em 28 de dezembro de 2020. No dia seguinte, cerca de US$ 6 milhões em bitcoin e em USDT adicionais foram subtraídos de um endereço ativo da empresa.
Os criminosos chegaram a receber um pedido da LuBian para que retornassem as criptomoedas roubadas em troca de uma recompensa. A organização não perdeu todas as unidades e ainda mantém US$ 1,35 bilhão em bitcoin guardados em outra carteira.
Os responsáveis pelo ataque ainda detêm os ativos roubados. A Arkham sugere que a LuBian estava utilizando um algoritmo para gerar suas chaves privadas que era vulnerável a ataques, o que pode ter sido a brecha explorada pelos hackers.
As unidades roubadas transformaram os criminosos no 13º maior detentor de bitcoins do mundo, superando outros ataques hackers famosos, incluindo o roubo da corretora Mt. Gox e o ataque contra a Bybit, que até então era considerado o maior ataque hacker da história do setor.
