Pai e filho superam desafios juntos e fortalecem laços por meio do surfe adaptado.

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Por Redação do ge — Santos, SP

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09/08/2025 12h39 Atualizado 09/08/2025

Celebrado no domingo (10), o Dia dos Pais é uma data onde filhos se conectam de forma mais intensa ao afeto paternal. Porém, para Sidney Lisboa, de 72 anos, o estar próximo e presente na vida do filho Guilherme Rigone, 43, se tornou diário nos últimos 15 anos.

Em 2010, durante uma festa com amigos e a esposa, Guilherme – na época com 28 anos – mergulhou em uma piscina e sofreu uma grave lesão na medula espinhal. A partir dali, a vida dele e da família tomou novo rumo e surfe entrou em ação.

Foi em busca de mais estrutura e qualidade de vida que eles se estabeleceram em Santos, onde o pai transformou o cuidado com o filho em missão diária; veja a matéria completa no vídeo acima.

Afeto entre pai e filho se amplia em aulas de surfe em Santos — Foto: Divulgação/PMS

Guilherme Rigoni estava em uma festa de aniversário com a mulher e amigos quando mergulhou de cabeça em uma piscina e bateu com força na parede lateral.

– Senti um estalo, tentei mexer o corpo, mas não sentia nada. Aí escutei um barulho e apaguei. Quando acordei, ali na beira da piscina, começou tudo do zero – relembra.

Guilherme teve uma lesão grave entre a quinta e a sexta vértebras cervicais. O diagnóstico foi duro: lesão medular incompleta. A partir daquele dia, tudo mudou. A família inteira se uniu para garantir suporte, cuidado e dignidade no processo de reabilitação. Foi Sidney quem mais assumiu a linha de frente pelo filho, que passou a morar em Santos.

– Peço a Deus mais alguns anos de vida só para continuar ajudando ele. Porque ele depende de mim, e eu estou aqui – afirma.

O recomeço veio com o tempo – e com o passar das ondas do mar. Guilherme conheceu a Escola de Surfe Adaptado, no Posto 3, há 9 anos, e, com ela, redescobriu a alegria e o melhor de viver em Santos. Mas não foi sozinho. Primeiro, Sidney apenas acompanhava, mas logo os professores da escola o incentivaram a participar.

– Começaram a brincar comigo: ‘E aí, seu Sidney, vamos lá?’ Me deram uma prancha e me ajudaram. Agora, estou fazendo uma coisa que nós adoramos, especialmente ele. E para mim, é satisfatório – conta, sorrindo.

Hoje, pai e filho esperam ansiosamente a chegada da segunda-feira, dia da aula, faça sol ou chuva, para o que chamam de ‘higiene mental’. Mas, além do esporte, essa parceria é fortalecida pela troca constante de força, inspiração e amor.

– Ele é um guerreiro, nunca reclama. A gente tem mais é que se espelhar nele. Poucas coisas que a gente enfrenta na vida não são nada perto do que ele supera”, ressaltou o pai.

Para celebrar este dia, após recapitular cada momento dessa união, Guilherme deixa uma mensagem.

– Que essa dupla seja eterna. Ele é o meu parceiro, sempre disposto a me acompanhar nas minhas loucuras: correndo, pedalando, remando, surfando. Obrigado, pai. Te amo, velhinho.

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