Arlindo Cruz é homenageado em despedida emocionante com música e celebração na quadra do Império Serrano.

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O corpo de Arlindo Cruz foi enterrado no início da tarde deste domingo (10), em cerimônia reservada a família e amigos, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Emocionados, a viúva, Babi Cruz, e o filho Arlindinho acompanharam o cortejo, que também contou com a presença de outros bambas, como Diogo Nogueira.

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O caixão com o sambista saiu da quadra do Império Serrano, em Madureira, onde foi realizado um gurufim (despedida festiva, com direito a canto, dança e bebida) que reuniu centenas de pessoas. Arlindo morreu na manhã da última sexta-feira, dia 8, aos 66 anos, de falência múltipla dos órgãos, após um acidente vascular cerebral (AVC) que o acometeu em 2017.

Em Madureira, antes da abertura das portas ao público, enquanto a quadra ainda era preparada e coroas de flores chegavam — entre elas, as enviadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela primeira-dama Janja —, admiradores já aguardavam para prestar sua homenagem.

O ritual do adeus teve início às 18h de sábado, seguiu durante a madrugada de ontem e foi encerrada às 10h. A cerimônia começou com o cântico “Alujá pra Xangô”, tocado nos atabaques por integrantes do centro de candomblé que o artista frequentava.

Por volta de 19h30, formou-se uma roda no meio da quadra, com músicos e pessoas de todas as idades cantando em conjunto sambas conhecidos. Torneiras de chope foram instaladas nos cantos da quadra, onde o clima era de celebração àquele que ficou conhecido como Sambista Perfeito.

Durante a cerimônia, a maioria usou roupas claras, atendendo a um pedido da família, como “símbolo da luz e da alegria que ele espalhou por toda a sua vida”. Um telão no palco exibiu fotos e vídeos de Arlindo com parentes e amigos, como Beth Carvalho, Caetano Veloso e Roberto Carlos.

Muito emocionada, a filha de Arlindo, Flora, se manteve ao lado do caixão do pai durante os primeiros cânticos. Ela consolava seu filho Rian, que chorava muito. Depois, entrou no clima e cantou os sucessos “O show tem que continuar” e “Meu lugar”.

Arlindinho, por sua vez, entrou com a cantora Maria Rita cantando “O que é o amor”. Ao longo da homenagem, empunhou seu banjo e entoou vários sucessos do pai. Segundo ele, a despedida aconteceu exatamente como Arlindo gostaria que fosse.

“Meu pai, até na hora de partir, foi ensinamento de sempre lutar. Lutar pela vida, lutar para estar aqui, para estar perto dos filhos, perto de quem ama. Mas ele vai estar sempre vivo. O legado dele está aí”, disse o herdeiro de vida e arte, completando: “Meu pai fazia do pior momento o mais especial. Ele extraía o melhor até da pior situação”.

O caixão com o corpo de Arlindo Cruz foi coberto com as bandeiras do Império Serrano e do Flamengo. A quadra do Império Serrano ficou lotada nas últimas homenagens a Arlindo Cruz.

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