Brasileiros adotam stablecoins para transações, mas preferem bitcoin como reserva de valor, aponta estudo.

4 visualizações

Somente no último ano, o bitcoin dobrou de valor e superou a rentabilidade de ativos tradicionais no Brasil, como ouro, café e ações como Petrobrás e Vale. Dessa forma, investidores brasileiros apresentam perfil estratégico na hora de investir. É o que mostra a quarta edição do relatório “Panorama Cripto na América Latina”, da Bitso, divulgado nesta segunda-feira, 11.

Publicidade

Um dos destaques do relatório, que levanta dados sobre o comportamento de investidores cripto na América Latina, é que os brasileiros usam stablecoins no dia a dia, mas preferem guardar bitcoin. As stablecoins, criptomoedas que acompanham o valor de outros ativos, geralmente o dólar, ganharam popularidade na região nos últimos anos.

Já quando se trata de guardar dinheiro, a preferência dos investidores de criptomoedas está no bitcoin, muitas vezes chamado de “ouro digital” e o ativo que mais valorizou nos últimos anos. Apenas este ano, o bitcoin já subiu cerca de 23% e é enxergado por especialistas como um ativo que promove a proteção de patrimônio contra a inflação e desvalorização.

Segundo o “Panorama Cripto na América Latina”, o Brasil registrou a maior concentração de bitcoin em carteira entre todos os mercados analisados, com 65% dos ativos mantidos pelos usuários brasileiros em bitcoin, um crescimento que consolida a posição da moeda como principal reserva de valor no país.

“A preferência dos brasileiros por manter bitcoin em carteira mostra uma confiança crescente no ativo como proteção patrimonial e investimento de longo prazo. Isso reflete não só a maturidade do usuário, mas também o papel do bitcoin como alternativa viável frente à inflação e à volatilidade de ativos locais”, disse Bárbara Espir, Country Manager da Bitso no Brasil.

De acordo com a nova edição do “Panorama Cripto na América Latina”, as stablecoins atreladas ao dólar já representam 35% das compras no país, um avanço expressivo em relação ao relatório anterior, quando esse índice era de 26%. Pela primeira vez, o USDC aparece isoladamente como o ativo mais comprado entre os brasileiros, com 24% das aquisições, superando o próprio bitcoin, que aparece com 21%.

O USDT também teve participação significativa, representando 11% das compras durante o período. Para a Bitso, esse comportamento reforça o papel das stablecoins como instrumento de proteção cambial e ferramenta prática para transações cotidianas.

“O avanço das stablecoins na região mostra como os usuários latino-americanos estão cada vez mais familiarizados com as funcionalidades práticas desses ativos, seja para remessas, proteção cambial ou pagamentos diários”, disse Bárbara Espir.

O estudo ainda aponta que as stablecoins se consolidaram como os ativos mais comprados na América Latina, representando 46% de todas as transações na região, um crescimento constante em relação aos anos anteriores, quando esse número era de 39% em 2024 e 30% em 2023.

Deixe um comentário

WordPress Gallery GamiPress Mark As Completed GamiPress Nominations GamiPress Notifications GamiPress Points Cards GamiPress Points Exchanges GamiPress Points Limits GamiPress Points Payouts GamiPress Progress GamiPress Progress Map GamiPress Purchases