Bolsonaro em prisão domiciliar provoca agitação no Congresso e pressão por impeachment de Moraes.

1 visualizações

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada na segunda-feira (4) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, inflamou a oposição para a volta dos trabalhos do Congresso após o recesso, nesta terça-feira (5).

Publicidade

No domingo (3), durante atos por anistia a réus da trama golpista, Bolsonaro apareceu em vídeos exibidos por apoiadores. Ele, que é um dos réus nesse processo, estava proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de outras pessoas.

A volta dos trabalhos do Legislativo é importante para a oposição porque fornece palcos para discursos e outras formas de protesto. Na metade de julho, quando Bolsonaro foi alvo da primeira restrição de liberdade, seus apoiadores no Congresso tentaram suspender o recesso, mas não tiveram sucesso.

Aliados de Bolsonaro prometem aumentar a pressão por um processo de impeachment contra Moraes. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descarta a hipótese. A Casa é a responsável por aprovar ou rejeitar ministros do STF, e por eventual processo de impeachment contra eles.

“A luta agora é pelas cinco assinaturas que faltam para o pedido de impeachment [de Moraes] protocolado no final do ano passado. Nunca estivemos tão próximos”, declarou o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ).

“Não aceitaremos mais esse Estado de exceção. Conclamamos todos os senadores da República a honrarem seus mandatos. Basta de arbítrio. Fora, Alexandre de Moraes. Impeachment já!”, escreveu o líder da oposição na Casa, senador Rogério Marinho (PL-RN).

Bolsonaristas devem vocalizar seus protestos durante a sessão do plenário do Senado, marcada para as 14h. Será a primeira sessão deliberativa após o encerramento do recesso do Legislativo, que vai da segunda quinzena de julho até o começo de agosto.

Alguns dos deputados mais importantes da oposição deram pistas de qual será o tom dos bolsonaristas da Câmara na retomada dos trabalhos.

“Agora o trancam dentro da própria casa, como um criminoso. Sem crime. Sem julgamento. Sem defesa. Isso não é justiça, é vingança política! Hoje, a história registrou: acabou a democracia no Brasil. Não há mais instituições, há tiranos com toga”, escreveu o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), nas redes sociais.

Para o líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), a prisão domiciliar “é um ato político, não jurídico”. “A democracia está em risco. O Brasil vive um estado de exceção”, publicou.

A sessão do plenário da Câmara está marcada para às 13h55. Também será a primeira sessão deliberativa após o recesso. Na Casa, a principal pauta do bolsonarismo é a anistia aos processados pela trama golpista que está em julgamento pelo Supremo.

A bancada bolsonarista pressiona pela aprovação do que chama de “anistia ampla, geral e irrestrita”, ou seja, perdão não apenas aos presos do 8 de janeiro, mas também a Bolsonaro.

A anistia, porém, não foi encampada pelo centrão e perdeu força na Câmara. Agora, após os atos realizados por bolsonaristas nas ruas no domingo e a prisão domiciliar de Bolsonaro, a expectativa de seus aliados é que o tema seja levado para a votação.

Segundo integrantes do PL, há uma sensibilização da classe política com a situação de Bolsonaro e uma avaliação de que há abuso por parte de Moraes.

Deixe um comentário

WordPress Gallery OceanWP Footer Callout OceanWP Full Screen OceanWP Hooks OceanWP Instagram OceanWP Ocean Extra OceanWP Popup Login OceanWP Portfolio OceanWP Pro Demos OceanWP Side Panel OceanWP Sticky Footer