Família de pedreiro desaparecido há mais de um ano clama por respostas em meio a investigações sem progresso.

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A família de José Antônio da Silva Santos, o pedreiro que desapareceu após pedir para dormir na casa de um amigo, segue sem respostas sobre o paradeiro do homem após mais de um ano do desaparecimento dele em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Imagens de câmeras de monitoramento flagraram José entrando no imóvel, mas não há registros da saída dele do local.

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“Não saber o que aconteceu é o que destrói. […] Não estamos suportando mais passar por isso e não ter resposta”, lamentou a filha, a comerciante Carolaine Pereira Santos, de 25 anos, em entrevista ao g1.

José sumiu no dia 17 de julho de 2025, no bairro Trevo. Segundo Carolaine, o pai saiu do trabalho e pediu para o encarregado deixá-lo em um posto de combustíveis próximo à casa de um amigo, que foi o último a vê-lo e deu explicações sem sentido. O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

O proprietário do imóvel, que era amigo do desaparecido, disse para a família que José pediu para dormir lá e ele autorizou. No entanto, acordou com um barulho e, quando foi checar, viu o pedreiro em cima do muro. De acordo com o homem, José fez um sinal como se estivesse pedindo para ele esperar, subiu no telhado e sumiu após pular para outras casas. O amigo ainda disse à filha de José que ele teria ido até o local, olhado os telhados, mas o pedreiro não estava mais.

Carolaine suspeita da versão do amigo, pois diz que o pai não costumava dormir na casa de ninguém. Além disso, José teria deixado uma mochila com documentos e pertences, incluindo celular e chaves, na casa desse amigo. “Quando ele sumiu, deixou tudo para trás, até o boné. Quem conhece meu pai sabe que ele não sai sem boné”, lamentou.

Para ela, o caso requer mais atenção das autoridades policiais, pois segue sem qualquer atualização em mais de um ano. “A polícia acha que ele por conta própria surtou e sumiu. […] Mas que surto é esse que até agora ninguém soube nada, ninguém viu nada?”, questionou a jovem.

De acordo com ela, o pai nunca havia desaparecido antes e nem tinha motivos para isso, pois estava muito feliz com o emprego e empolgado com o nascimento da primeira neta, que ocorreu dias antes do sumiço dele. “Acabou que ele não conseguiu conhecer a neta e isso acaba com o meu irmão”.

Imagens do sistema de monitoramento da rua, obtidas pela família, flagraram José chegando na casa do amigo, mas nenhuma câmera o registrou deixando o imóvel, nem pelos telhados.

“A gente mesmo fez algumas investigações por conta própria […]. Como que uma pessoa, em sã consciência, vai subir o muro, pular pelos telhados das casas, e ninguém vai escutar barulho? Um gato, até o vento que passa, dá para escutar”, disse Carolaine.

De acordo com ela, a família está sofrendo a cada dia sem notícias de José. “Se fosse uma coisa que tivesse fim, a gente tivesse a certeza, a convicção de que algo aconteceu, eu acho que era uma coisa que ia confortar mais […]. A gente não ia ficar com essa dúvida na cabeça todo santo dia”, finalizou.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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