Programa sexual termina em morte: acompanhante é indiciado por homicídio doloso.

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Ilha Comprida (SP) – A Polícia Civil indiciou por homicídio com dolo eventual Enzio Lucas Coutinho Passaro, de 23 anos, garoto de programa suspeito de causar a morte de um cliente após um encontro sexual em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. O crime ocorreu na noite de 26 de maio, na Avenida Beira Mar, no bairro Boqueirão Norte. A vítima, que não teve a identidade divulgada, morreu por afogamento após ser agredida e deixada em um córrego, segundo a polícia.

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**Agressões e Omissão de Socorro**

De acordo com o inquérito, Enzio confessou ter agredido o cliente com uma barra de ferro durante o programa sexual, alegando que as agressões faziam parte do acordo entre eles. A perícia confirmou a presença de hematomas no corpo da vítima, além de uma fita amarrada em uma das mãos, indícios de prática de violência consentida.

Após as agressões, Enzio relatou ter empurrado o cliente para dentro de um córrego, na tentativa de, segundo ele, ajudá-lo a se recuperar dos efeitos de drogas. No entanto, a polícia considerou que a vítima já estava debilitada e com mobilidade reduzida, tornando o risco de morte evidente.

**Frieza e Indiferença**

Imagens de câmeras de segurança mostram que Enzio permaneceu no local por cerca de 1h30 sem acionar a polícia ou pedir ajuda, mesmo com o corpo do cliente submerso. A delegada Josy Caetano de Almeida destacou que o comportamento do investigado nas imagens, aparentando tranquilidade, foi determinante para o indiciamento por homicídio com dolo eventual.

“Aparentava estar tranquilo após a morte do cliente”, afirmou a delegada Josy Caetano de Almeida.

**Prisão e Investigação**

A Polícia Militar foi acionada por um pedestre que viu Enzio pedindo ajuda na Avenida Beira Mar. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o corpo da vítima ao lado do suspeito, com sinais de violência. Diante das contradições no relato e das evidências, Enzio foi preso em flagrante, e a prisão foi convertida em preventiva.

O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça no início de junho. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o laudo pericial apontou afogamento como causa da morte. O caso segue agora para análise do Ministério Público e posterior julgamento.

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