Os Estados Unidos voltaram a enviar algumas armas para a Ucrânia, uma semana depois de o Pentágono ter ordenado a suspensão de certos carregamentos. As informações foram divulgadas pela Associated Press, nesta quarta-feira (9).
Segundo duas autoridades ouvidas pela agência, os novos envios incluem munições de 155 mm e foguetes guiados de precisão conhecidos como GMLRS. Eles falaram sob condição de anonimato, já que os detalhes ainda não foram divulgados publicamente.
Não está claro exatamente quando o material começou a ser transferido.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, ordenou a pausa na semana passada. A suspensão afetou um carregamento recente e tinha como objetivo permitir que o Pentágono avaliasse seus estoques de armas. A decisão pegou a Casa Branca de surpresa.
Na segunda-feira (7), o presidente Donald Trump afirmou que os EUA continuarão a fornecer armamentos defensivos à Ucrânia. Durante a semana, ele evitou responder quem havia ordenado a suspensão.
“Se uma decisão for tomada, eu saberei. Serei o primeiro a saber. Na verdade, provavelmente seria eu quem daria a ordem. Mas ainda não fiz isso”, disse Trump.
Ao ser questionado sobre quem havia ordenado a pausa, respondeu: “Não sei. Por que você não me diz?”.
Segundo três fontes com conhecimento do assunto, Trump demonstrou, em conversas privadas, frustração com o fato de o Pentágono ter anunciado a suspensão sem coordenação adequada com a Casa Branca.
O Departamento de Defesa nega que Hegseth tenha agido sem consultar o presidente.
Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, os Estados Unidos já enviaram mais de US$ 67 bilhões (R$ 374 bilhões) em armas e ajuda militar para a Ucrânia.
